domingo, 6 de julho de 2014

Biscoitos Amanteigados di Vera!


Biscoitos de chocolate di Vera


"Quiero hacer contigo lo que la primavera hace con los cerezos"  

Pablo Neruda

Biscoitos  diVera
Biscoitos diVera


 Ganhei este mimo ontem a noite e já estou testando. A receita é da Marcato, vem no caderninho com a Biscuits Machine, mas os biscoitinhos são meus! Rsrsrs!

Bricandeiras a parte, na verdade eu executei uma receita que pedi para minha Tia Fransquinha que considero "excelência" em biscoitinhos de amido, polvilho entre outros. Lembro disso desde criança, a sua casa era sempre repleta de guloseimas e coisinhas gostosas. Irei repassar a receita básica que vem no caderno da Marcato, como segue:

Ingredientes:
500g de farinha de trigo
200g de açúcar
250g de manteiga ou marganina (derretida em banho maria)
01 pitada de sal
01xic. pequena de leite
04 gemas de ovos

 Coloque todos os ingredientes numa vasilha e  vá misturando a massa com as  mãos, até torná-la homogênea.  Deixe descansar por 30 minutos na geladeira.

Em seguida, coloque a massa na maquineta (conforme instruções de uso), escolha dentre os 20 tipos de biscoitos o de sua preferência e vá moldando os biscoitinhos.

Biscuits Machine da Marcato Design Italy

Super fácil e rápido de fazer... o que seria de nossas vidas sem a tecnologia! Você ainda pode escolher entre dois tamanhos de biscoitos, um bem pequeno que é aquele para acompanhar cafezinho e, o outro maior que, inclusive, pode ser decorado com um pouco de geléia. Na minha versão coloquei geleia de cupuaçu e de açaí! Ai que loucura, ai que delícia!


Eu simplemente amei esta máquina. Fica aí a dica para voces.

Ah, e sobre as cerejeiras que a primavera desabrocha e depois de todo o seu esplendor,  leva as suas flores com o vento, portanto tem vida efêmera, assim também vai ser com os biscoitinhos: voarão! Abaixo, segue a poesia de Pablo Neruda na íntegra.


Foto acervo pessoal

Quiero hacer contigo lo que la primavera hace con los cerezos


Juegas todos los días con la luz del universo.
Sutil visitadora, llegas en la flor y en el agua.
Eres más que esta blanca cabecita que aprieto
como un racimo entre mis manos cada día.

A nadie te pareces desde que yo te amo.
Déjame tenderte entre guirnaldas amarillas.
Quién escribe tu nombre con letras de humo entre las estrellas del sur?
Ah déjame recordarte cómo eras entonces, cuando aún no existías.

Mis palabras llovieron sobre ti acariciándote.
Amé desde hace tiempo tu cuerpo de nácar soleado.
Hasta te creo dueña del universo.
Te traeré de las montañas flores alegres, copihues,
avellanas oscuras, y cestas silvestres de besos.
Quiero hacer contigo
lo que la primavera hace con los cerezos.

Pablo Neruda


Abraço bem amanteigado no coração!


Bolo Bombom - Duplamente bom!

Bolo Bombom - duplamente bom!


Bolo Bombom di Vera - recheio de brownie e doce de leite

Precisa dizer algo mais sobre esse bolo cuja técnica já o qualifica  em "bom" duas vezes?

Preparei este tipo de bolo em ocasiões especiais, aniversários, formaturas, mimos. 

Aí estão eles... o último foi  o Bolo Retrô Karol no  niver da Karolzinha.


Bolo Retrô Karol - recheado de brownie e doce de leite


Técnica para fazer o bolo bombom
Bolo Retrô Karol -  para quem nunca desce do salto!




Bolo Bombom especial para o Renan

A técnica é a seguinte:

Utilize formas de acetato que você pode aproveitar de embalagens próprias para bolos. Aquelas transparentes que servem como tampas para transporte de bolos. Podem ser rendondas, retangulares, pequenas ou grandes. Não importa a técnica é a mesma.  Derreta o chocolate ao leite de sua preferência, escuro, branco ou o branco tingido da cor desejada. (corante  lipoclorito próprio para chocolate), manche a forma deixando alguns espaços e leve a geladeira por uns 10 minutos. 

Em seguida, derreta outro chocolate diferente da cor inicialmente escolhida  e forre toda a forma, cobrindo os espaços deixado pelo chocolate colocado anteriormente. Leve para resfriar até que endureça e descole do acetato. Prepare o bolo de sua preferência para o recheio e,  quando estiver frio, corte-o de forma que possa ser acomodado dentro do chocolate resfriado, em camadas e recheado de doce de leite. 

Desenforme o bolo num prato, dê os retoque finais, decorando-o com biscoitos e bombons ao seu gosto.


Beijos!



sexta-feira, 4 de julho de 2014

Feijoada - Brasilidade em tempos de Copa!

Hoje é dia de Copa do Mundo  - BRASIL x COLÔMBIA  resolvi preparar
feijoada.

Foto: Gastronomia di Vera
Que a feijoada é uma comida bem brasileira, isso todo mundo sabe. Ela surgiu desde o período colonial quando os portugueses trouxeram o porco para Brasil. A carne suína e muito apreciada na Europa, na Alemanha por exemplo, temos o joelho de porco com chucrute, na Polônia prepara-se a Kapusta com a barriga de porco, na Escandinava são preparadas almôndegas com lombo suíno. Muitos pratos são preparados em Portugal, embutidos, o porco inteiro assado para banquetes, até o popular sanduiche é apreciado com a carne suína.  

Sabe-se que os portugueses trouxeram os suínos para cá, mas não trouxeram a feijoada. Essa iguaria surgiu a partir das sobras dos preparos que eram feitos com o suíno nas casas de fazenda dos engenhos do Brasil e, os pedaços menos nobres a exemplo de pés, língua e orelhas, eram destinados para a cozinha das senzalas que eram os locais aonde os escravos moravam.

Adicionavam as partes menos nobres do suíno ao feijão preto e cozinhavam em grandes panelas, até obter um caldo grosso. As cozinheiras africanas nos trouxeram grandes contribuições em  adição de temperos e especiarias às iguarias, gostavam de aromas e usavam muitas especiarias, pimentas então, nem se fala. Tem-se notícias que a feijoada surgiu no estado do Rio de Janeiro e, portanto, representa bem a nossa brasilidade.

O que a gente não sabia é que a feijoada iria agradar tanto assim aos estrangeiros. Tenho visto nos noticiários do país que os visitantes que se encontram no Brasil, por conta da Copa, adoraram esse prato que tá fazendo o maior sucesso. 

Como o jogo seria somente às 17 horas, resolvi preparar essa iguaria para o almoço, pois aqui ela é bastante apreciada!

Feijoada di Vera, até o arroz é verde!

 Dicas:
  • Quando for preparar feijoada, obtenha  sempre os ingredientes de véspera e deixe o feijão de molho na noite anterior para que ele possa liberar os gases e amolecer bem no processo de cozimento que deve ser na pressão por mais ou menos 50 minutos já com a carne de charque;
  • Deixe a carne de charque de molho pelo menos duas horas antes do preparo e troque as águas, para retirar o sal, de  forma que não tenha o desabor de preparar uma feijoada salgada; 
  • Não adicione mais sal à feijoada, deixe por conta do charque;
  • Além dos demais ingredientes que voce tenha escolhido para colocar na feijoada, calabreza, bacon, paio, pés, orelhas entre outros, não podem faltar: folhas de louro e cebolas cortadas;
  • Ao finalizar o cozimento e antes de  servir, acrescente o suco de uma laranja que irá realçar mais ainda o sabor da feijoada; (alguns adicionam um copinho de cachaça fica aí a opção);
  • A feijoada deve ser servida acompanhada de farofa de paio ou bacon, pirão de farinha  feito do caldo da feijoada, laranjas cortadas, arroz branco que, neste dia especial, preparei-o bem verdinho, com a água de cozimento do brócolis, realçado por açafrão;
  • Ainda como acompanhamento é possivel preparar a couve laminada e refogada  na manteiga;
  • Sobre a pimenta sirva à parte, cada um adicionará conforme o seu gosto.
Bolinhos de feijoada: 

Aí estão eles: são elaborados com um pouco da feijoada (mais feijão e caldo), bata no liquidificador e acrescente um pouco de farinha de trigo. Faça bolinhos com o recheio do bacon torrado ou de calabreza picada. Passe os bolinhos no ovo batido com garfo, pela farinha de trigo e depois no ovo novamente e na farinha de rosca. Frite-os imersos em óleo bem quente. 
Bolinhos de feijoada di Vera


Ah, e o placar foi 2 x 1 para  o Brasil nas semifinais. O triste mesmo foi a saída do Neymar por conta de uma lesão causada no jogo.

Confiança Brasil vamos em frente!







sábado, 28 de junho de 2014

Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais - Pitombas sabor de infância!


A DOR QUE DÓI MAIS

"... Mas o que mais dói é saudade.
Saudade de um irmão que mora longe. Saudade de uma cachoeira da infância. Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais..."


Martha Medeiros

Por isso, de manhã cedinho tratei de ir ao mercado de Bananeiras em busca de um sabor de infância....Ops! pitombas! Hummm!  Abaixo, segue a poesia na íntegra!
Pitombas adquiridas na feira de Bananeiras - PB

Comendo pitombas no quintal do Bistrô  e Café Terraço Lisboa

 A DOR QUE DÓI MAIS

"Trancar o dedo numa porta dói. Bater com o queixo no chão dói. Torcer o tornozelo dói. Um tapa, um soco, um pontapé, doem. Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua, dói cólica, cárie e pedra no rim. Mas o que mais dói é saudade.


Saudade de um irmão que mora longe. Saudade de uma cachoeira da infância. Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais. Saudade do pai que já morreu. Saudade de um amigo imaginário que nunca existiu. Saudade de uma cidade. Saudade da gente mesmo, quando se tinha mais audácia e menos cabelos brancos. Doem essas saudades todas. 


Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama. Saudade da pele, do cheiro, dos beijos. Saudade da presença, e até da ausência consentida. Você podia ficar na sala e ele no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá. Você podia ir para o aeroporto e ele para o dentista, mas sabiam-se onde. Você podia ficar o dia sem vê-lo, ele o dia sem vê-la, mas sabiam-se amanhã. Mas quando o amor de um acaba, ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter.

Saudade é não saber. Não saber mais se ele continua se gripando no inverno. Não saber mais se ela continua clareando o cabelo. Não saber se ele ainda usa a camisa que você deu. Não saber se ela foi na consulta com o dermatologista como prometeu. Não saber se ele tem comido frango de padaria, se ela tem assistido as aulas de inglês, se ele aprendeu a entrar na Internet, se ela aprendeu a estacionar entre dois carros, se ele continua fumando Carlton, se ela continua preferindo Pepsi, se ele continua sorrindo, se ela continua dançando, se ele continua pescando, se ela continua lhe amando.

Saudade é não saber. Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.

Saudade é não querer saber. Não querer saber se ele está com outra, se ela está feliz, se ele está mais magro, se ela está mais bela. Saudade é nunca mais querer saber de quem se ama, e ainda assim, doer."


Martha Medeiros

Torta Holandesa - Muito fácil de agradar o paladar!


Foto Gastronomia di Vera
Foto: Gastronomia di Vera
Além de ser uma sobremesa bem prática e fácil de fazer, agrada a todos, acredito que por causa dos biscoitos champagne, creme de leite fresco, chocolate e sabor especial de conhaque.

O bacana da torta holandesa é que você pode variar na decoração, brincando com os biscoitos e, ainda pode variar o sabor fugindo do chocolate, ou seja, ao invés de usar a ganache na cobertura  use calda de framboesa, frutas vermelhas ou  calda da fruta que cae bem no seu paladar. 


Ingredientes e modo de fazer:

Recheio:
300g açúcar refinado;
200g de manteiga sem sal;
100g de creme de leite fresco gelado;
10g de gelatina incolor/sem sabor.

Bata a manteiga com o açúcar até que forme um creme esbranqueçado. Acrescente  o creme de leite fresco e a gelatina hidratada. Bata mais um pouco e reserve.
300g de biscoitos champanhe (02 duas caixas)
200ml de leite de vaca;
04 colheres de sopa de conhaque;
Pegue os biscoitos champagne e umideça  em leite e conhaque, virando de um lado para o outro, e arrume-os em forma de 22 de diâmetro de fundo removível, untada e polvilhada com açúcar. Em seguida, acrescente a metade do creme reservado acima, polvilhe chocolate em  pó e repita novamente uma camada de biscoito e do resto do creme.

200g de chocolate meio amargo picado;
100 g de creme de leite;
200g de chocolate ralado grosso;
02 pacotes de biscoitos krokitos (Richester).

Para a cobertura prepare uma ganache de 2/3 de chocolate meio amargo picado e derretido em banho-maria e 1\3 de creme de leite. Distribua a ganache sobre o crerme já na forma e cubra com cerca de 200g de chocolate ralado. Leve ao congelador por, pelo menos, 02 horas para firmar. Quando for servir, retire o aro da forma e decore a torta com os biscoitos. 

Foto: Gastronomia Di Vera
DICA: Voce pode preparar esta torta e mantê-la no congelador por até três  meses, quando for servir, cubra com a ganache, chocolate ralado e os biscoitos. Assim, você nunca estará desprevenida para receber uma visita em sua casa. 
  


Abraço!


Bon appétit!!!

quarta-feira, 25 de junho de 2014

E Viva São João em Bananeiras - Tradição como nos Velhos Tempos!

Igreja de Nossa Senhora do Livramento

A sensação é de estar chegando em um cenário cinematográfico de filme que se desenrola em algum lugar esquecido no tempo. Sim,  esquecido porque muito da modernidade não chegou por lá. Se chegou foi relegada em detrimento da tradição e cultura locais. De um dos pontos mais alto da cidade, na praça da Igreja de Nossa Senhora do Livramento avista-se a cidade entrecortada por ladeiras e casario de deixar qualquer conjunto arquitetônico (cerca de 80 casas) com inveja! Exemplo disso é a edificação do Carmelo - Colégio das Doroteias, datada de 1917.

Assim é Bananeiras! cidade que fica no alto da Serra da Borborema, a 130km  da capital João Pessoa, próximo a Guarabira e Solânea no brejo paraibano. Clima temperado variando entre 12º e 30º, muita plantação de bananeiras daí a origem do seu nome. Lá encontramos estrada de ferro, trem e túnel construídos em 1922. Porque? Bananeiras já viveu o seu período fausto, já disputou o melhor café do país com o estado de São Paulo, a estrada de ferro veio para o escoamento da produção.

Hoje Bananeiras é considerada destino turístico, busca seu soerguimento econômico-financeiro através de  megas condomínios que lá se instalam por conta dos campos de golfe, esporte bastante procurado pelos clientes de segmentos A e B.

O festejo de São João  também é tradição por lá. É festa  grande, planejada e esperada duranto todo o ano. Atrai os excursionistas e turistas das redondezas e de estados vizinhos: Rio Grande do Norte e Pernambuco, além da Capital e do interior do próprio estado da Paraíba, ansiosos para dançar gostoso pé de serra e curtir artistas locais. Este ano se apresentaram: Santana, Nando Cordel, Cirano e Cirino, entre outros. Abaixo, segue alguns flashes do que pude vivenciar em quatro dias.


Forró Pé de Serra
Barraquinhas para venda de comidas típicas
Terraço Lisboa



Terraço Lisboa
Chegando a Bananeiras motivados pela prática do golfe, para curtir o São João ou simplesmente para desfrutar do clima na "temporada de inverno" que começa em julho e vai até agosto, não deixe de ir se deliciar com as comidas típicas servidas pelo único Bistrô e Café existente por lá, o Terraço Lisboa que fica bem próximo da Igreja. Tem uma vista linda de sua varanda, além de oferecer pratos fartos e de preços justos. Todos foram desenvolvidos com esmero pela empresária e Chef Neide Lisboa e são acompanhados por banana frita em homenagem ao lugar e aos produtos locais. A carne de sol por exemplo, é servida sobre banana assada com queijo manteiga, acompanhada de farofa de cuscuz, arroz e feijão verde.

Prato servido no Terraço Lisboa: Peixe com molho de alcaparras
Terraço Lisboa: Tilapia com farofa de castanha
Carne de sol servido no Terraço Lisboa


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Terraço Lisboa: Bacalhau com couve e purê de batata doce








Chef Neide Lisboa e eu  na mesa de café da tarde do Bistrô e Café Terraço Lisboa. Bolo de polvilho com parmesão -
tradição de família. Feito por seu (e meu) irmão Wellington.
Janela do Bistrô e Café Terraço Lisboa
Mesa farta de café da tarde no Bistrô e Café Terraço Lisboa. Canjica, mungunzá, cocada, bolo de goma, biscoitos amanteigados, brigadeiro de milho verde e muitos doces regionais.




CURIOSIDADE:
No alto da Serra existe o Cruzeiro de Roma construído em 1899 para pagamento de promessa autorizado pelo Vaticano. O local é parada obrigatória dos peregrinos que se dirigem ao Memorial de Frei Damião, em Guarabira ou a Juazeiro do Norte (CE) para pagar promessas junto ao Padre Cícero. Reza a lenda que Padim Padre Cícero autorizava aos romeiros que tinham dificuldade de chegar até Juazeiro que pagassem suas promessas no Cruzeiro de Roma.

DICAS: 
Se depois destas informações voce se sentir motivado a conhecer esta bucólica cidade, aceite um conselho: melhor providenciar logo a reserva  com bastante antecedência no único hotel que existe por lá.

Outra dica é aproveitar o clima para tomar um ótimo vinho acompanhado por delicioso fondue no Terraço Lisboa desfrutando da melhor vista da cidade. Ah, peça a sobremesa chamada "peteca" feita com banana  característica do lugar e depois me conte.


Reunir lazer, esporte,  religiosidade, tradição e ótima gastronomia num único lugar, não é para fracos não.

Vale a pena conferir!
 


terça-feira, 17 de junho de 2014

E falando sobre maçãs... Tarte da Normandia!


 
"... Espesso
como uma maçã é espessa.
Como uma maçã
é muito mais espessa
se um homem a come

do que se um homem a vê.
Como é ainda mais espessa
se a fome a come.
Como é ainda muito mais espessa
se não a pode comer
a fome que a vê..." 

Fonte: Discurso do Capibaribe - João Cabral de Melo Neto


 E falando sobre maçãs,  executei esta receita "Tarte da Normandia" com muita expectativa, desejosa de provar uma fatia desta torta,  vinda de uma região da França famosa por suas apetitosas maçãs e pela produção de cidra. 
Massa:
250g de farinha sem fermento
Foto: acervo Gastronomia di Vera
150g de manteiga sem sal cortada  em cubos
1 ovo
50g de açúcar granulado fino
1 colher de sopa de água
1- 2 gotas de essência de baunilha 
Pitada de sal
Recheio:
3 maçãs médias descascadas
suco de 1 limão
2 ovos
1 gema de ovo
60 g de açúcar granulado fino
1 colher de chá de canela em pó
200 ml de natas
açúcar em pó para polvilhar
50 g de nozes moídas* 

Modo de Preparo:
 
Prepare a massa em uma tigela amassando a farinha de trigo com a manteiga nas pontas dos dedos, acrescente o ovo e a água. Junte o açúcar e a baunilha. Junte a massa até formar uma bola, embrulhe e leve para geladeira por 20 minutos.

Corte as maçãs em oito fatias (retire os centros) acrescente o suco de limão e deixe na geladeira até a hora de usar.
Bata os ovos e a gema com o açúcar. Acrescente a canela e as natas.
 Abra a massa num círculo  2mm e forre a forma de fundo falso, refrigere por 30 minuntos a massa. Depois disso, disponha  as fatias de maçã sobre a massa  e cubra com a mistura de ovos e natas. Salpique as nozes moídas por cima. Leve ao forno com temperatura de 170º por 50 min. 

Dicas: Sirva a tarte ainda morna polvilhada de açúcar refinado. A opção de salpicar nozes não é encontrada na receita original, mas dá uma crocância muito boa, foi um toque da Gastronomia di Vera.  Fica aí a opção.

Fonte de pesquisa: Receitas Caseiras - Cozinha Regional Francesa. Le Cordon Bleu